A nova lei da Cidadania Italiana era necessária, ainda que tenha chateado muitos ítalo-descendentes. Esse é o olhar do embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, que em entrevista ao Jornal da Record, afirmou que a reforma aproxima a legislação italiana dos padrões internacionais, que costumam limitar o reconhecimento a duas gerações, o que explica o “choque” em parte da comunidade.
Apesar da reação negativa e de dizer que se compadece com o sentimento dos ítalo-descendentes, Cortese destacou dois benefícios concretos para eles. O primeiro é a redução do tempo para solicitar a cidadania por residência: descendentes que morarem legalmente na Itália por dois anos já poderão pedir o reconhecimento, diferentemente da média de 10 anos anteriormente exigida. Trata-se de uma mudança relevante para quem estuda ou trabalha temporariamente no país.
O segundo avanço é a ampliação do prazo para registro de menores. Antes restrito a 30 de maio deste ano, o limite foi estendido por mais três anos após dúvidas levantadas pela Corte. Para o embaixador, a mudança corrige um prazo “muito difícil” de cumprir e torna o processo mais viável.



