
De acordo com os dados, 56,7% dos adultos entre 18 e 69 anos podem ser considerados bebedores e 18% consumidores de risco por beberem álcool fora das refeições, ou em episódios separados de 'binge drinking', isto é, quando se tomam seis ou mais unidades alcoólicas (equivalentes a uma lata de cerveja ou a uma taça de vinho) de uma única vez.
Os dados são ainda mais preocupantes quando se observa o segmento dos jovens entre os 18 e 24 anos, que são os mais vulneráveis. Destes, 36% são bebedores de risco e a porcentagem cai para 25% entre os que têm entre 25 e 34 anos.
Existem também algumas variáveis que caracterizam estes consumidores, que são predominantemente do sexo masculino (22% contra 14% das mulheres), têm um diploma ou formação superior (20% em relação aos 17% com ensino médio e 12% com o básico ou nenhuma qualificação) e não têm dificuldades econômicas (20% contra os 16% que têm alguma ou muitas dificuldades financeiras).
Beber em excesso é também um hábito muito comum principalmente no norte da Itália. Na província autônoma de Bolzano, os bebedores de risco são 41%, contra os 8% da Campania.
Segundo Emanuele Scafato, diretor do Observatório Nacional do Álcool, do ISS, não se avaliou corretamente a possível evolução do 'binge drinking'. "Não se considerou as tendências e nem as estratégias de mercado que lhes dão suporte – disse Scafato à ANSA – motivo pelo qual o consumo de álcool pelos nossos jovens ficou bem mais econômico e acessível". (ANSA)




