Centenas de pessoas participaram neste sábado (30) dos funerais de Monica Montefalcone, de sua filha, Giorgia Sommacal, e de Gianluca Benedetti, três dos cinco italianos que morreram durante um mergulho nas Maldivas.
A despedida de mãe e filha ocorreu em uma igreja de Gênova, enquanto a cerimônia de Benedetti, capitão da embarcação que levou os turistas ao local da atividade no arquipélago, foi realizada em Padova.
“É realmente bonito ver como os amigos estão apoiando esta família neste momento tão difícil de suas vidas, para o qual, como dom Pietro também disse no início da cerimônia, é difícil encontrar uma razão”, afirmou o arcebispo de Gênova, Marco Tasca, durante a celebração na Igreja de São Francisco de Assis, no bairro de Pegli.
O religioso também destacou a importância de “reconhecer todo o bem” realizado por Montefalcone, professora da Universidade de Gênova e ecologista marinha, por meio de suas pesquisas.
O funeral de Benedetti, que vivia havia mais de 15 anos nas Maldivas, reuniu mais de 300 pessoas. Familiares relataram que ele planejava viajar para a Itália. A cada seis meses, Benedetti retornava ao país para visitar a mãe idosa, que vive sozinha.
“Nesta paróquia, Gianluca se abriu para a vida e a preencheu de experiências e coisas belas. Poderíamos contar muitas histórias sobre este bom menino que o Senhor chamou para si. O mistério de nossa vida e de seu destino permanece, assim como o amor que Gianluca sempre demonstrou, mesmo que a vida o tenha levado fisicamente para longe de sua amada mãe, Paola”, disse o padre durante a homilia.
Paralelamente, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, concedeu, por iniciativa própria, a medalha da Ordem do Mérito da República Italiana aos finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Gronqvist. Os três participaram das operações de recuperação dos corpos dos mergulhadores italianos que perderam a vida nas águas das Maldivas.




