
A Itália enfrentou um dia de forte turbulência no transporte aéreo. Uma greve nacional de 24 horas envolvendo trabalhadores de companhias aéreas, aeroportos e serviços de assistência em solo provocou o cancelamento de centenas de voos e impacta passageiros em todo o país. Já na sexta e sábado acontece greve do setor ferroviário que afetará Trenitalia, Trenord e Italo.
A paralisação foi convocada pelos principais sindicatos do setor – Filt-Cgil, Fit-Cisl, Uiltrasporti, Ugl Trasporto Aereo, além das associações profissionais Anpac e Anp – e registra alta adesão. Segundo representantes sindicais, cerca de 87% dos funcionários participaram do movimento, tornando esta uma das mobilizações mais amplas do setor em 2026.
Segundo previsão dos sindicatos, a ITA Airways teve um cancelamento de aproximadamente 55% de seus voos ao longo da greve, o equivalente a cerca de 160 operações. Estimativas sindicais apontam ainda que, somando também a easyJet, o total de cancelamentos chega a 300 voos em todo o território italiano, incluindo suspensões preventivas anunciadas nos dias anteriores.
Como previsto pela legislação italiana para serviços essenciais, foram mantidas duas faixas horárias de voos garantidos — das 7h às 10h e das 18h às 21h —, embora atrasos e reacomodações continuem sendo registrados nos principais aeroportos do país, como Roma-Fiumicino e Milão-Linate.
A greve ocorre em meio a negociações sobre contratos coletivos, condições de trabalho e reorganização operacional do setor aéreo, pressionado pelo aumento da demanda e pelos custos após a retomada do turismo internacional.



