
Laghi morreu por causa de uma insuficiência cardíaca provocada por uma doença relacionada ao sangue, que ele já sofria há algum tempo, segundo seu assistente e a imprensa italiana.
Diplomata experiente, ele atuou no serviço diplomático do Vaticano em Jerusalém, na América Latina e nos Estados Unidos. Se tornou cardeal em 1991.
Amigo pessoal da família do presidente norte-americano George W. Bush, Laghi se encontrou com ele na Casa Branca antes do início da guerra e entregou-lhe uma carta pessoal do papa, estimulando a buscar a resolução pacífica da crise e evitar o conflito no Iraque.
Também foi enviado a Jerusalém em 2001 para reunir-se com os lideres israelenses e palestinos a fim de buscar um cessar-fogo para o conflito na região de Gaza.
O papa Bento XVI fez um tributo a Laghi, louvando seu "longo e generoso serviço" à Santa Sé.
Bush disse em um comunicado no domingo, 11, que o cardeal foi "um amigo que trabalhou incansavelmente pela paz e pela justiça no mundo." O presidente disse que Laghi "tem um lugar especialmente importante nos corações do povo americano."
Laghi também supervisionou a criação de laços diplomáticos entre os Estados Unidos e o Vaticano em 1984.
O papa disse em sua mensagem de condolências nesta segunda-feira, 12, que estava profundamente emocionado com a notícia da morte do cardeal e elogiou seu serviço como representante do Vaticano e como prefeito da Congregação do Vaticano para a Educação Católica.




