A Cruz Vermelha disse que Roma vive uma “situação intolerável”, “uma emergência que pede por uma solução urgente”. Já o Centro Astalli, instituição jesuíta de assistência, disparou: “Não chamemos de vítimas do frio; são nove mortos por falta de assistência e abrigo”.

A Prefeitura de Roma afirmou ter ativado um plano que oferece 1.661 vagas em abrigos, embora existam cerca de 8 mil moradores de rua na capital, número que pode chegar em 14 mil se contabilizados os que já estão em abrigos ou centros de acolhimento.

“A situação que encontramos nas ruas é dramática”, declarou a presidente da Cruz Vermelha de Roma, Debora Diodati. “Ou se entende que a situação dos sem-teto deve ser resolvida, ou arriscamos fazer a trágica contagem de vítimas nas noites de frio”, acrescentou.

A prefeita Virginia Raggi estaria trabalhando em um projeto para obrigar moradores de rua a aceitarem ofertas de acolhimento em abrigos quando as temperaturas caírem muito.