O atacante Rafael Leão, do Milan, e o lateral-esquerdo Riccardo Calafiori, do Arsenal, negaram qualquer envolvimento com uma agência de eventos italiana suspeita de liderar um esquema de exploração da prostituição, que já resultou na prisão de quatro pessoas.
De acordo com a investigação do Ministério Público de Milão, cerca de 70 jogadores de futebol teriam participado de festas e encontros com jovens mulheres organizados pela empresa “Ma.De Milano”.
“Quero deixar claro que não tenho qualquer envolvimento nos fatos que estão sendo investigados. Não estou envolvido e não cometi nenhum crime. Peço a todos que se abstenham de associar meu nome a essa situação de forma arbitrária ou superficial, sem levar em conta a verdade ou o respeito à privacidade. Antes de sermos jogadores, somos pessoas com família e reputação”, escreveu o atleta português.
Os advogados de Calafiori, por sua vez, declararam que o nome do defensor do Arsenal “não consta em nenhum documento da investigação em andamento”.
“É preciso dar a devida ênfase ao único fato objetivo conhecido até o momento: Calafiori é completamente inocente de qualquer envolvimento. É realmente preocupante que o nome de nosso cliente tenha sido divulgado em total desrespeito à prudência, à diligência profissional e à busca objetiva da verdade”, afirmaram.
A relação de atletas supostamente envolvidos foi divulgada pelo Il Giornale, influente periódico com sede em Milão, que teve acesso a uma lista com mais de 60 jogadores mencionados no inquérito do Ministério Público, seja pelo nome completo ou apenas pelo sobrenome.
Em referência às reportagens sobre a investigação, a Autoridade Italiana para a Proteção de Dados Pessoais apelou aos meios de comunicação para que cumpram rigorosamente as normas de privacidade, evitando qualquer violação da dignidade dos indivíduos envolvidos.



