
"Tomei essa decisão por minha dignidade. É a coisa mais importante que tenho e quero mantê-la a qualquer custo. Eu decidi deixar um ministério e um governo porque a minha dignidade vale mais do que tudo isso e foi ofendida. Não posso ficar em um governo que não defendeu a minha honra", afirmou De Girolamo em uma nota.
O pedido de demissão foi aceito por Letta, que assumiu o Ministério interinamente até que outro ministro seja nomeado. Essa é apenas mais uma das várias crises políticas que o premier teve que enfrentar desde que assumiu o poder, graças a uma frágil e inusitada coalizão entre a centro-direita e a centro-esquerda.
De Girolamo chegou ao cargo como uma das principais aliadas do senador cassado Silvio Berlusconi, quando ambos ainda faziam parte do Povo da Liberdade (PDL). Quando o Cavaliere decidiu recriar o Forza Italia (FI) e abandonar a maioria governista, a ex-ministra rompeu com ele e se aliou a Alfano na fundação do NCD.




