Uma equipe de arqueólogos descobriu uma tumba monumental de 2,3 mil anos no Parque Arqueológico das Muralhas Messápias, localizado na necrópole da antiga cidade de Manduria, no sul da Itália.
A sepultura pertencia provavelmente a uma sacerdotisa associada ao culto da deusa Deméter, divindade grega ligada à fertilidade da terra, ao ciclo da vida e ao submundo.
Denominada “Tumba 17”, a estrutura foi talhada diretamente na rocha e encontrava-se selada por três grandes lajes de pedra. Na superfície, foi identificada uma inscrição com um nome feminino, um patronímico e o termo messápio “thabara”, expressão associada à função sacerdotal.
No interior do monumento, os especialistas encontraram decorações geométricas, gravuras interpretadas como uma chave de santuário, símbolo tradicional da autoridade sacerdotal feminina, e um queimador de incenso utilizado em rituais religiosos.
Uma segunda inscrição chamou a atenção dos pesquisadores ao apresentar a forma nominal “Damatrioas”, possível referência a Deméter. O achado e seus elementos epigráficos seguem sob análise de estudiosos.
As escavações no local permitiram a exploração de quase 25 sepulcros em Manduria, muitos dos quais danificados por saques clandestinos. As descobertas são consideradas fundamentais para ampliar a compreensão sobre a organização urbana e os ritos funerários do antigo município entre os séculos V e III a.C.




