
As estatísticas frias indicam que 2.300 pessoas dormem nas ruas todas as noites, outras 1.500 conseguem abrigo em estruturas paroquiais, religiosas ou associações de ajuda; outras 1.200 são atendidas em centros financiados pelo município e mil encontram refúgio em assentamentos espontâneos, isso sem considerar os ciganos que perambulam por Roma.
A comunidade religiosa romana de Santo Egidio, que se ocupa dos excluídos, fotografou este lado obscuro e pouco conhecido da capital italiana, sob o título de "1º Relatório sobre a Pobreza em Roma e no Lazio", registrando que em ambos os casos a taxa de desemprego está acima da média italiana: 8,5% na cidade e 8,1% na região, contra os 7,8% ao nível nacional.
Estes números surgem de uma situação ainda condicionada pela crise, embora seus impactos negativos tenham sido menores do que em outras regiões ou países europeus.
Na região do Lazio 6,6% da população declara não fazer uma boa refeição a cada dois dias e 38,8% das famílias afirmaram não poder sustentar gastos imprevistos além dos € 750. Muitas vezes, quando se fala de crise econômica, a palavra usura chega atrelada. (ANSA)




