
Os dados mais recentes, referentes a 2010, indicam que as separações foram 88.191 e os divórcios 54.160, um aumento de 2,6% das primeiras e um leve decréscimo de 0,5% dos segundos na comparação com o ano anterior. A idade média daqueles que se separam é de 45 anos para os maridos e 42 para as esposas que, no caso dos divórcios, é respectivamente de 47 e 44 anos. Além disso, 68,7% das separações e 58,5% dos divórcios envolvem casais com filhos, cuja guarda foi compartilhada em 89,8% dos casos. A separação litigiosa entre os cônjuges é mais alta no sul do país, chegando a 21,5%. Em 20,6% das separações o cheque mensal para o cônjuge é pago em 98% dos casos pelo ex-marido à ex-esposa. O valor médio é mais elevado no norte (€ 520) do que no resto do país (€ 447,4). Em 56,2% dos casos, a casa fica com a mulher, em 21,5% com o homem, enquanto em 19,8% dos casos os ex-cônjuges passam a morar em casas separadas e distintas daquela que compartilhavam. As separações registram o recorde entre as pessoas com mais de 60 anos. Nos últimos 10 anos, destacou o Istat, os homens que decidem viver uma segunda juventude afetiva dobraram: as separações nesta faixa etária passaram de 4.247 para 8.726. Portanto, em 2010 quase 10% dos sexagenários se separaram, contra 6,4% das mulheres de mesma idade. No quadro geral, o Istat observou um forte aumento na instabilidade do casal que levou, a partir de 1975, a triplicar os casamentos falidos. E a tendência é a de que a vida a dois dure cada vez menos.
Instituto Italiano de Estatísticas revela que existem mais divórcios do que casamentos na Itália



