
Os descendentes dos imigrantes, principalmente dos italianos que em São Paulo são mais de 44% do total, têm agora acesso à pesquisa de documentos – como cartas de embarque e de chegada, ou de registro na Hospedaria, para obter informações sobre os locais de origem de seus antepassados, tendo também em vista o objetivo de iniciar os procedimentos burocráticos para o pedido de reconhecimento da cidadania italiana.
A possibilidade de fazer pesquisas virtuais no acervo do museu valoriza não só a memória dos imigrantes italianos que passaram pela Hospedaria dos Imigrantes, como também o vínculo construído ao longo do tempo com as várias comunidades representativas da cidade e do Estado de São Paulo.
"Com este novo projeto – disse o consultor para o Brasil Amauri Arfelli Chaves, cujo bisavô, originário da região da Emilia Romagna, está nos documentos do Museu com o nome errado de Antonio Orfeli – o objetivo do Museu da Imigração é valorizar ainda mais o encontro das múltiplas histórias e origens, e oferecer ao público o contato com as lembranças daquelas pessoas que vieram de terras distantes, as condições extenuantes da viagem, a adaptação à nova realidade e ao novo trabalho, e a contribuição para a formação daquela que hoje é chamada de identidade paulista, isto é, dos habitantes da região de São Paulo".
O lançamento do Banco de Dados com acervo digital do Museu da Imigração, desenvolvido com o apoio do Arquivo Público do Estado de São Paulo, foi feito pelo Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Cultura há quase uma semana, no auditório da Estação Pinacoteca (Largo General Osório, 66) em São Paulo.




