Para a União Europeia, guerra na Ucrânia ainda está longe de chegar ao fim, já que é preciso que haja disposição por parte daqueles que iniciaram o conflito em fevereiro de 2022: a Rússia.
“Nesse aspecto, ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que não observamos, até o momento, nenhum progresso significativo”, declarou a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, em resposta a uma pergunta sobre a previsão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo de paz seria alcançado no leste europeu.
Por outro lado, Pinho destacou que um cessar-fogo definitivo “para breve” é algo esperado “por todos” e que, apesar de haver “muito trabalho a ser feito”, houve avanços “nas discussões sobre a reconstrução pós-guerra e a futura prosperidade da Ucrânia”.
“As discussões estão em andamento. Estamos avançando. É um desdobramento positivo o fato de terem sido retomadas após um período em que tais discussões não estavam ocorrendo”, disse ela.
Pinho também comentou a troca de cartas entre a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o presidente do Conselho Europeu, António Costa; e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a respeito de a Europa participar das negociações para uma paz duradoura na Ucrânia e de atuar de forma unida.
A UE “concorda plenamente” com isso, frisou Pinho, antes de prosseguir: “Também concordamos quanto à necessidade de permanecermos unidos, coerentes e determinados na defesa de nossos interesses e no apoio à Ucrânia”.
O vice-premiê italiano e ministro das Relações Exteriores, António Tajani, disse estar satisfeito com a resposta do bloco a respeito da carta enviada pelo governo do país.
“Me consta que o presidente Costa afirmou que o pedido da Itália é legítimo e que a Itália levanta uma questão política concreta relativa ao papel geopolítico da UE”, comentou o chanceler.
“A unidade de toda a Europa é fundamental para que ela possa se fazer ouvir nestas negociações [da guerra na Ucrânia] — tratativas nas quais a Europa não pode se dar ao luxo de estar ausente”, concluiu Tajani.




