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Itália convoca reunião de emergência após explosão matar dois anarquistas em Roma

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, convocou uma reunião de emergência do Comitê Estratégico de Análise Antiterrorista (CAS) após um casal pertencente a um famoso grupo anarquista nacional morrer em uma explosão em Roma.

O episódio ocorreu em uma casa de campo abandonada no Parque Acquedotti. Segundo as investigações, as vítimas, Alessandro Mercogliano, 53 anos, e Sara Ardizzone, 35 anos, são membros renomados do grupo anarquista de Alfredo Cospito, com atuação terrorista em diversas cidades italianas. As autoridades acreditam que foram eles a causarem a explosão acidental, provavelmente, enquanto montavam uma bomba caseira.

O Ministério do Interior discutiu os riscos associados aos movimentos anarquistas, que o relatório anual de inteligência define como “a ameaça mais concreta” contra a Itália.

As autoridades não excluem a hipótese de a dupla querer relançar uma campanha terrorista em favor de Cospito ou para novas ações ao longo da rede ferroviária do país, já atingida em fevereiro por diversos ataques de sabotagem de inspiração anarquista na linha de alta velocidade durante os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina.

No caso de Marcogliano, ele foi julgado, em Turim, em um processo ligado à “Federação Anarquista Informal”, acusada de atentados a bombas e do envio de pacotes explosivos para políticos, jornalistas e policiais. Após ser condenado a cinco anos de prisão em 2019, ele foi absolvido em recurso.

Já Cospito, líder da organização, foi condenado, no mesmo julgamento, a 20 anos de detenção.

Ardizzone, por sua vez, foi absolvida em 2025, em Perugia, no âmbito de uma investigação sobre “o incitamento à prática de crimes e de fuga agravada com o objetivo de terrorismo”.

No tribunal, durante a audiência preliminar, ela leu uma longa declaração, com a qual se definiu: “Sou anarquista. Como anarquista, sou inimiga deste Estado como de qualquer outro Estado”.

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