
No mesmo dia foram localizados mais cinco corpos no casco do navio.
A Procuradoria de Grosseto solicitou a prisão cautelar de Schettino, enquanto a juíza decidiu adiar sua decisão sobre a confirmação da detenção do comandante e o pedido de medidas preventivas.
Verusio explicou que a reconstituição dos fatos feita por Schettino durante o interrogatório não modifica o quadro de acusações que pesam contra ele pelo naufrágio. A companhia proprietária da embarcação, Costa Cruzeiros, admitiu que houve "erro humano" e que o capitão não respeitou o regulamento, aproximando-se até 150 metros da costa.
Schettino é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão.
O depoimento do comandante à juíza coincide com a publicação pelo jornal "Corriere della Sera" de uma conversa telefônica entre o capitão e um responsável da Capitania dos Portos, na qual é revelado que abandonou o navio antes de retirar todos os passageiros, como haviam apontado várias testemunhas do naufrágio.
"Volte imediatamente a bordo, suba pela escada de segurança e coordene a evacuação. Você deve nos dizer quantas pessoas ainda há lá: crianças, mulheres, passageiros, o número exato de cada categoria", solicitou um membro da Capitania dos Portos a Schettino




