
A obra foi lançada na cidade de Meta, terra natal do ex-comandante, que usou a dedicatória para enviar uma mensagem aos parentes das vítimas.
"Àqueles que naquela noite foram atingidos por meio de seus entes mais queridos, porque a eles, mais do que a qualquer outro, deve ser dita a verdade", escreveu Schettino.
O Costa Concordia afundou no dia 13 de janeiro de 2012, após se chocar contra as rochas da ilha italiana de Giglio, na Toscana. Depois de quase três anos de processo, o ex-capitão foi condenado em fevereiro passado a 10 anos de prisão por múltiplas lesões e múltiplos homicídios culposos, cinco por naufrágio culposo e um por abandono de navio e de incapazes.
Além disso, ele pegou um mês de detenção por não ter informado corretamente a Capitania dos Portos no momento do acidente, totalizando 16 anos e um mês de cadeia. A sentença também prevê que Schettino nunca mais ocupe cargos públicos e fique proibido de comandar embarcações por cinco anos.
Apesar de alta, a pena ficou bem abaixo do que pedia a Promotoria: 26 anos e três meses de prisão. Como a decisão foi em primeira instância, a Justiça decidiu mantê-lo em liberdade até que todos os recursos tenham se esgotado.




