
"Aquelas borboletas representavam a parte íntima das mulheres. Resumindo, era um jantar cheio de borboletas, em todos os sentidos", revelou Patrizia.
Ela também revelou que no encontro, ocorrido em 26 de outubro de 2008, estavam presentes entre 20 e 25 mulheres. Os únicos homens eram Gianpaolo Tarantini e o próprio Berlusconi. Após a refeição, de acordo com a testemunha, quatro das "acompanhantes" foram para o quarto do ex-primeiro-ministro, onde ficaram conversando na cama.
"De repente, senti que me acariciavam em um lugar onde não deviam. Como eu nunca participei de orgia, corri para o banheiro porque queria ir embora do Palácio Grazioli. Berlusconi me alcançou e me acalmou porque tinha entendido. Depois de me tranquilizar, ele me levou para outro cômodo e mostrou as vilas que possuía no mundo. Logo depois, eu deixei a casa e voltei ao hotel", acrescentou.
Durante seu depoimento, D'Addario disse ter sabido de Tarantini sobre supostas relações sexuais do ex-premier com garotas sem camisinha. "No jantar havia muitas mulheres, algumas das quais não usavam calcinhas", afirmou.
Em outra ocasião, no dia 4 de novembro, a festa na residência romana de Berlusconi coincidiu com um convite da embaixada norte-americana na Itália para um jantar pela eleição de Barack Obama. No entanto, segundo a ex-garota de programa, o então primeiro-ministro recusou o evento diplomático porque queria estar com as acompanhantes.
"Naquela noite, Berlusconi me levou no seu quarto, onde ele explicou que a cama tinha sido um presente de Vladimir Putin [atual presidente da Rússia]. Tivemos relações, conversamos por bastante tempo e ele até me dedicou poesias", contou D'Addario, que também disse ter recebido conselhos sexuais do político.




