
Segundo os investigadores, o assassinato foi tramado pelo jovem italiano com quem mantinha uma relação, informaram os veículos da imprensa italiana.
Segundo os investigadores, era uma relação tempestuosa, exatamente como a descrita por Ughetto em seu romance, em que um jovem italiano quer tirar uma prostituta nigeriana das ruas, mas o personagem do livro fracassa e isso o leva a assassinar a jovem.
"Ele a amava e a amava cada vez mais, mas ela não queria saber de sair da rua. Todas as suas tentativas de fazê-la mudar de vida fracassaram e, por isso, ela se tornou sua torturadora", escreveu Ughetto em seu romance.
O promotor Sandro Destito acusa Unghetto de homicídio voluntário premeditado e ocultação de cadáver.
O jovem reconheceu em uma nota dirigida ao juiz de instrução preliminar que conhecia a mulher nigeriana e que era o autor do romance, embora tenha negado o assassinato.
Ughetto foi preso na quinta-feira passada e o juiz Massimo Scarabello opinou que permaneça em prisão cautelar, ao considerar que existe risco de fuga.
No entanto, há algumas diferenças entre o assassinato narrado no romance e o real, já que enquanto na ficção a prostituta é assassinada com tiros de fuzil, Anthonia Egbuna foi morta a facadas, segundo revela a autópsia.
O relatório médico afirma que a prostituta nigeriana sofreu vários e profundos cortes de arma branca, ferimentos na cabeça, no pescoço e nas mãos "alguns dos quais eram, sem dúvida, resultado de uma tentativa de se defender".
Segundo a reconstrução dos investigadores, a mulher lutou contra seu agressor, que após matá-la se desfez do corpo jogando-o no rio Pó.




