
O Sumo Pontífice não fez qualquer menção aos escândalos que afetam a Igreja Católica da Europa e dos Estados Unidos por padres pedófilos, nem à polêmica provocada pelo sermão de sexta-feira do pregador da Casa Pontifícia, que comparou os ataques à igreja ao antissemitismo e pediu desculpas neste domingo.
O Papa recebeu mais uma vez a solidariedade pública de toda a hierarquia católica, que considera injustas as críticas a sua atitude quando era cardeal e agora como pontífice.
"A humanidade necessita de um êxodo, que consista não apenas em retoques superficiais, mas em uma conversão espiritual e moral", clamou Bento XVI.
"Precisa da salvação do Evangelho para sair de uma crise profunda e que, por consequência, pede mudanças profundos, começando pelas consciências", acrescentou Bento XVI pouco antes de pronunciar a benção "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo).
Na mensagem, na qual mencionou os conflitos que o mundo sofre, do Oriente Médio até a África, condenou o aumento do narcotráfico e enviou uma mensagem de solidariedade às populações do Haiti e do Chile, países abalados por terremotos devastadores no início do ano.
"Que a Páscoa de Cristo represente, para aqueles países latino-americanos e do Caribe que sofrem um perigoso recrudescimento dos crimes relacionados com o narcotráfico, a vitória da convivência pacífica e do respeito do bem comum", pediu o Papa na mensagem "Urbi et Orbi".
"Que a querida população do Haiti, devastada pela terrível tragédia do terremoto, realize seu 'êxodo' do luto e do desespero a uma nova esperança, com a ajuda da solidariedade internacional".
"Que os amados cidadãos chilenos, assolados por outra grave catástrofe, enfrentem com tenacidade, e sustentados pela fé, os trabalhos de reconstrução".
Também mencionou os conflitos na África, em particular Congo, Guiné e Nigéria, e condenou as perseguições de cristãos no Paquistão e no Iraque.
O Papa concluiu a mensagem com a saudação de "Feliz Páscoa" em 65 línguas, entre elas aramaico e latim. (Universo Online)




