
De acordo com estimativas da Agência de Proteção Civil, até 10 mil prédios foram danificados e pelo menos 50 mil pessoas ficaram desabrigadas. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, declarou estado de emergência.

Segundo o Instituto Nacional de Geofísica da Itália, o tremor foi de 5.8 graus. O abalo foi sentido na capital, Roma, que fica a 95 quilômetros de distância. Os serviços de emergência foram acionados para retirar muitas pessoas presas em milhares de casas e blocos de apartamentos que desmoronaram. Milhares dos 60 mil moradores da cidade fugiram para as ruas temendo novos tremores.
De acordo com a Defesa Civil de Áquila, cerca de 10 mil prédios da cidade – que tem 70 mil habitantes – foram danificados.

O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo, onde Áquila está localizada. O tremor causou danos também em outros vilarejos da região, que é montanhosa. Linhas de telefone e eletricidade foram danificadas e cortadas.
O tremor também foi sentido em outras regiões italianas, como Lazio e Marche, onde não ocorreram danos ou houve vítimas. Algumas pessoas, apavoradas, chegaram a sair às ruas de cidades dessas regiões. Em Áquila, o tremor durou aproximadamente 30 segundos durante a madrugada. Moradores e equipes de resgate usavam as próprias mãos para remover escombros de prédios destruídos. Sobreviventes, muitos em suas roupas de dormir, se abraçavam enquanto esperavam notícias de parentes ou amigos.

Povoados inteiros ficaram destruídos quase totalmente, segundo relatam testemunhas do terremoto. "Há pânico. Há povoados destruídos quase em cheio. As mães, os filhos, as mulheres, saímos todos para fora de casa", afirma um dos sobreviventes em declarações no jornal Corriere della Sera em seu site. "Não sei quantas pessoas ficaram sob os escombros. Eu estava com minha mulher na cama no segundo andar. Na primeira estava minha mãe com meus filhos. Todos os tetos caíram. Não sei nem como conseguimos sair com vida", acrescentou.




